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Mapa que aponta as áreas para as quais há a recomendação de vacinação |
Araraquara, Franca e Ribeirão Preto estão entre as áreas prioritárias para a vacinação
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou um alerta sobre a necessidade da vacina contra a febre amarela em algumas regiões do interior de São Paulo. Araraquara está entre as áreas de risco.
O aviso do governo estadual tem como foco as pessoas que viajarão de férias às localidades onde há possibilidade de infecção. Porém, quem vive nessas regiões deve ficar atento às orientações dos órgãos de saúde municipais.
Araraquara
Apesar do alerta, não há motivo para pânico. Segundo Márcia Tereza Barbieri, responsável pelo grupo de Vigilância Epidemiológica de Araraquara, pois não há casos da doença registrados na região recentemente e, desde 2008, a vacinação é realizada regularmente em crianças a partir dos 9 meses de idade.
Em Araraquara, a dose está disponível em todas as unidades de saúde, mas, devido ao curto prazo de validade, é aplicada uma ou duas vezes por semana. "O interessado deve ligar ou ir até o posto de saúde mais próximo de casa e verificar em quais dias da semana é aplicada a vacina", avisou Márcia.
Quem se vacinou há menos de dez anos não precisa repetir a dose. No ano passado, foram aplicadas 775 vacinas por mês na cidade. Em 2009, a média mensal chegou a 818.
Outras cidades
A vacina também é indicada para áreas ribeirinhas e de mata da região de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Araçatuba, Jales, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru, Marília, Assis, Botucatu, Itapeva e parte da região de Sorocaba.
Também são áreas de risco Estados do Centro-Oeste e Norte, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais e parte de Bahia, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Doença
A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos e que pode levar à morte. Os sintomas são febre alta, calafrios, vômitos, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes com cor de borra de café e diminuição da urina.
Comentário
Diversas (e não tão recentes) são as discussões vigentes sobre tornar a vacinação contra febre amarela universal no estado de São Paulo. A favor, estão os casos (incluindo surtos) de febre amarela silvestre ocorridos nos últimos anos no estado, o risco (sempre iminente) de introdução através de casos importados, as elevadastaxas de infestação pelo _Aedes_ ..., ou seja, a reurbanização da doença. Contra, sobretudo, o risco da ocorrência de casos de eventos adversos graves (doença viscerotrópica e neurotrópica) e, menos provável, a falta de um quantitativo suficiente a ser utilizado de imediato para a vacinação de toda a população.Enquanto isso, deve-se manter (e incrementar) a vigilância epidemiológica na busca de casos suspeitos (incluindo-se através da vigilância em síndromes febris hemorrágica), vigilância de epizootias em primatas não-humanos, enfatizar a necessidade de vacinação a viajantes que se deslocam para áreas endêmicas ... e reduzir a infestação pelo vetor.Segundo a série histórica (1990 a 2010) de casos de febre amarela no Brasil, no período analisado foram notificados 687 casos confirmados em todo país; no ano de 2010, foram apenas 2 casos no Brasil. No estado de São Paulo, houve 32 casos entre 1990 e 2010, sendo 28 apenas em 2009; em 2010 não houve casos confirmados.Leia também
Surto de febre amarela, estado de São PauloFontes:EPTV-Promedorg