IML |
Inadmissível o Estado deixar de atender o pleito dos Técnicos Forenses de Alagoas lotados nos IML's de Maceió e Arapiraca.
Eles pedem o que têm direito: pagamento das horas extras trabalhadas entre janeiro a dezembro deste ano. Como não foram atendidos, não passam um minuto a mais após cumprimento da carga horária contratada. Resultado: muitos corpos acumulados no local porque o tempo é insuficiente para realizar os procedimentos necessários a cada um.
Em média, os familiares enfrentam quatro dias de aflição para sepultar seus entes queridos. A situação é desumana, afinal, já existe a dor inicial da causa mortis, e para agravar, ninguém consegue agilizar os trâmites. A espera pode ser pouca para o Estado, mas não para um pai, mãe, ou filhos do falecido. A situação é injustificável, basta se colocar no lugar de quem sofre um tormento desse - a dor não passa com conversa mole. Inadmissível o jogo de empurra dos gestores. Ninguém assume quem, afinal, errou ao deixar de autorizar o pagamento. Fica um jogando a culpa no outro e os corpos enfileirados. Quem aguenta isso? Poderia ser evitado com tão pouco, afinal, as horas extras da categoria são o de menor impacto nisso tudo. Falta empatia por parte da gestão.